quarta-feira, 28 de abril de 2010

:: Estou falando de fome ::

Todo dia é um exercício de abstração das coisas que só eu sei em que medida me incomodam, e pouco importa saber se outros suportariam mais que eu, se eles têm sua própria fórmula para lidar com seus problemas, nem é meu intuito convencer ninguém de que minhas causas são suficientes para justificar um momento ou outro de fraqueza. Nem sempre eu estou apta a deter nas mãos o controle do que me afeta. Apenas isso. E tudo que eu menos quero transparecer de mim é o papel de coitada, embora a interpretação alheia só consiga entender desta forma.
Gostaria de encontrar quem entendesse que não quero ser auto-suficiente. Não quero ser toda a fonte de força que me sustenta. Não quero pena. Quero o direito de sentir fome. Não quero manter fome insaciável. Não estou pedindo esmolas. Quero alguém que me alimente enquanto eu não puder fazê-lo com minhas próprias mãos. Quero, sim, precisar das pessoas para isso. Precisar de alguém não é demérito. No dicionário isso recebe o nome de humildade, virtude que nos dá o sentimento da nossa fraqueza. Não tenho vergonha em mostrar minhas fraquezas, nem de dizer às pessoas que estou precisando delas. Mas eu tenho que aprender a precisar das pessoas certas, porque há quem seja adepto da omissão e da indiferença. E mais uma vez ela: conveniência.

2 comentários:

Joelio Souza disse...

Arrasou!!!

Beijos!

Bbel disse...

Abstrair é fundamental!!!