segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

:: Deixa o copo encher até a borda... ::


... que eu quero um dia de sol num copo d'água. [RR]


Necessidade... cada um sabe da sua. Sob um mesmo toldo cultural ou preso a um círculo de amizades, muitos dirão em coro o que é satisfatório. Mas, por exemplo, fome, sede, carência e sexo são medidas particulares. Cabe a cada um procurar se satisfazer com feijão com arroz ou McDonald's, água ou Coca-Cola, o amigo de anos ou o caso do último mês, sexo com amor ou casual.
E, sim, somos perfeitamente capazes de julgar o que faz mal a nós mesmos e aos outros, o que é indigesto, venenoso, oportunista e arriscado.
Não sei exatamente o quanto de nobreza existe na intenção de livrar o outro daquilo que supomos maléfico. Sei apenas que é importante ter na consciência que o mal que acomete o outro pode estar, ao mesmo tempo, nos acometendo por outras vias, com outros nomes. Não vou me esforçar em fazer pelo outro o que eu não puder fazer por mim. Cada um deve aprender o tempo em que seus baobás devem ser arrancados da terra.
Deixa eu cuidar de mim, da minha plantação e dos meus males.

2 comentários:

Unknown disse...

Os temas estão tão complexos que ninguém se arisca a comentar. Arrancar baobá dá muito trabalho (eu acho que deve dar) e agora que já tô fora da garantia nem me arrisco. Já não arriscava antes quando "tinha" garantia, penso que sou uma mistura de índio com baiano.
Na esquina do Espaço Cultural tem uma construção e na calçada uma mangueira (filha de filhote de baobá) que, pelo visto, desistiram de arrancar.
Cuide da sua plantação, mas prefira coentro que tem o talo molinho e até pra se enforcar dá trabalho.

Bbel disse...

Na verdade eu acredito que ninguém livra, ou salva, o outro de nada, e nem deveríamos assumir esse compromisso. Esse pacote é de cada um, exatamente porque só nós sabemos a medida. Pro bem ou pro mal.

Mas plantaçao de coentro?! Esse sujeito nem gosta de coentro. [ehehehehe]